01 ago 2016
agosto 1, 2016

Presenteísmo

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Presenteísmo
corpo presente, mente ausente

                                                                                                                       08/2016 por Helena Ribeiro

A primeira pergunta é recorrente: o que é presenteísmo? Este conceito remete a um fantasma. Sim, imagine um corpo presente, ocupando espaço físico, no entanto, um ser distante, muito distante em mente ou comportamento!
Com relação ao fantasma, refiro-me a algo que aterroriza os empresários e gestores, uma vez que se trata de um mal subterrâneo que, atenuando o capital humano, impacta o desempenho organizacional em todos os seus aspectos.

Ao falar de Presenteísmo, estamos falando de um fenômeno intangível e crônico, característico de um estado psicológico de alguém que, por uma infinidade de razões, perde a concentração, a motivação, a produtividade e, muitas vezes, vive um drama que compromete até a sua segurança.

Pelos lapsos de atenção que gera, dependendo do cargo e função do colaborador, os riscos deste comportamento para a segurança no trabalho são elevados.
Este tema mora em uma camada profunda de avaliação, afinal, suas razões não se limitam a fatores pessoais, como é comumente visto. Trata-se de um comportamento que também pode ser determinado por fatores organizacionais.

Será que o impacto de uma separação, por exemplo, pode ser o gatilho para que um colaborador exemplar possa entrar em um quadro de presenteísmo? E as questões relacionadas à própria qualidade de vida no trabalho, não são também impactantes?

Enfim, este tema começa a fazer parte do universo de pesquisas avançadas que buscam medir o desempenho individual e das equipes. É um tema novo, instigante e necessário de ser aprofundado pelos gestores de Recursos Humanos e alta direção, afinal, ele surge para desafiar.

Este é um dos objetos de estudos da Spin Off  INTEGRARE, empresa nascente de um projeto de pesquisa do GAIA CTI. Como uma parceira da Razão Humana Consultoria, a INTEGRARE surge com indicadores de performance, entre eles o People Analytics, oferecendo ferramentas de avaliação que consideram o presenteísmo como um dos indicadores.

Os protocolos de saúde no trabalho ainda não conseguem capturar este problema com indicadores precisos, justamente por ser algo intangível.

Assim, o desafio é dar luz ao tema e conseguir capturar seus impactos e as maneiras como medi-lo e contorná-lo de forma eficiente.

Bem vindo ao campo da saúde mental, um tema estigmatizado que ainda gera preconceitos nas organizações.

Helena Ribeiro
Pós-Graduada em Gestão de Negócios e Bacharel em Administração. Coach, empresária, consultora, analista DISC, palestrante e escritora.
www.razaohumana.com.br

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